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Trabalhadores entregam proposta de programa pela diversidade nos bancos à Fenaban

 

Objetivo é combater a discriminação e o preconceito nos bancos

Durante reunião da Comissão Bipartite de Igualdade de Oportunidades, realizada na tarde desta terça-feira (12), os representantes dos trabalhadores entregaram à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) uma proposta de programa pela diversidade nos bancos. Na reunião anterior, havia sido decidido que os bancários apresentariam a proposta nesta reunião.

“Queremos que os bancos se comprometam, juntamente com as entidades sindicais, com a sensibilização da categoria sobre a necessária solidariedade entre todos os trabalhadores contra qualquer tipo de discriminação. O objetivo é estimular a tolerância, o respeito e a convivência harmoniosa e garantir a igualdade de oportunidades a todos, sem discriminação de qualquer natureza especialmente nas questões de gênero, raça, orientação sexual e pessoa com deficiência” explicou Mauro Salles, secretário de Políticas Sociais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador da representação da categoria na mesa de negociações sobre o tema.

Os trabalhadores também querem que a Fenaban realize o censo da diversidade bancária anualmente. Um dos desafios é o cumprimento pelos bancos da lei de acesso ao mercado de trabalho. “O nosso objetivo é poder monitorar os avanços e as dificuldades para se alcançar os objetivos do programa”, explicou Elaine Cutis, secretaria da Mulher da Contraf-CUT.

Para o secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, Almir Aguiar, se a Fenaban aceitar implantar o programa, parte da pauta de reivindicações apresentada no final de 2016 com relação à questão racial poderá ser atendida. “Queremos que a Febraban ajude a diminuir a desigualdade entre brancos e negros nos bancos. O programa prevê o fim das discriminações na contratação e ascensão profissional no sistema financeiro”, apontou o dirigente sindical, lembrando que a população negra representa 54% da população e no setor bancário são somente 24,7%, segundo o mapa da diversidade de 2014. “Além de ser empecilho para a contratação, a cor da pele é também uma barreira para a ascensão profissional. Os bancos precisam avançar nesse debate”, completou.

A Fenaban levará a proposta para que os bancos analisem e dará uma resposta assim que possível.

Leia a íntegra da proposta entregue à Fenaban.

Fonte: Contraf-CUT

 

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