História

Seeb CGR - 60 anos de lutas e conquistas

Anos 50
No mesmo ano da posse de Juscelino Kubistchek, 1956, nasce na Paraíba a Associação dos Bancários de Campina Grande, fruto da idéia de um líder bancário de Pernambuco, João Aparecido Lustosa Cabral. 
A associação passa a ser um sindicato tendo como seu primeiro presidente, Lúcio Rabelo. Na posse de Rabelo, uma presença marcante, João Goulart.
A principal reivindicação daquela época era o pagamento das horas extras e melhores condições de trabalho para os funcionários.
No final dos anos 50, o Banco Industrial de Campina Grande punia com demissão o funcionário que se associasse a ao sindicato.

Anos 60
Nos anos sessenta, não diferente de outros sindicatos nacionais, o sindicato campinense também enfrenta perseguição política.
Década “negra” na história do Brasil. A ditadura com suas censuras alcança todo e qualquer movimento por melhores condições de trabalho feito pelos sindicatos brasileiros.
Em abril de 1964, foi designada uma junta governativa para substituir os antigos diretores. A segunda intervenção aconteceu em 1969, quando houve a cassação do mandato de Walter da Paz Rátiz, seu atual presidente.

Anos 70
Período difícil ao movimento sindical por causa da ditadura militar. Mesmo em meio a dificuldades financeiras o sindicato adquire o prédio onde faz parte seu controle administrativo. Nesta época até os equipamentos básicos para o funcionamento eram adquiridos com recursos do próprio bolso dos seus diretores. 
No fim dessa década, recomeça o processo de redemocratização do País, consequentemente, uma abertura maior para as lutas sindicai s.

Anos 80
Com a volta da anistia política o movimento sindical cresce no país. Em 1984, o país vivia a luta pela redemocratização. O povo sai as ruas e pede eleições “Diretas Já!” para presidente da república.
Segundo André Luis de Souza, um dos diretores do sindicato, em Campina Grande, a volta do movimento sindical se deu exatamente em 1985, quando os bancários paralisaram as atividades de todas as agências bancárias da cidade, com a adesão de 95% da categoria. Os banqueiros aumentaram a pressão e a perseguição ás lideranças sindicais. 

Anos 90
Uma das movimentações mais marcantes de nossa história foi a participação na greve Geral de 22 e 23 de maio de 1990. Devido a intensa movimentação do sindicato a Paraíba foi o único estado da federação a ter 100% das agencias bancárias paralisadas.
Nesse início de década o sindicato chama a atenção, devido a sua movimentação e boa atuação, dos bancários das micro-regiões ao redor do compartimento da Borborema. Tem início então o plebiscito que resulta na incorporação de mais de 17 municípios que até então era restrita a sua sede. Desde aí sua razão social muda para Sindicato dos Empregados em Estabelecimento Bancários de Campina Grande e Região (Seeb CGR).
Em 1992 categoria do Seeb CGR, decide pelo cancelamento da filiação do sindicato à Federação dos Bancários da Paraíba, passando a fazer parte da recém-criada Federação dos Trabalhadores em empresas de Crédito do Nordeste (Fetec – CUT/NE) O movimento sindical dos bancários de Campina, não atua apenas pelos seus direitos, mas participa também das reinvidicações populares. Em meio aos “caras-pintadas”, foi às ruas gritar “Fora Collor” em favor do impeachmente do Presidente da República da época, Fernando Collor de Melo.

Início dos anos 2000
É eleito presidente, Rostand Silva Lucena. Anos mais tarde, em 2005, Lucena entra para diretoria dos bancos privados da Fetec. Hoje, além de sua luta por melhores condições de trabalho para o funcionalismo bancário, a entidade dispõe de uma infra estrutura patrimonial para a saúde, conforto e lazer dos associados: consultório de odontologia, convênios para vários segmentos comerciais e escolares, auditório para reuniões e apresentações culturais e a sede social (sede campestre). Em 2006, o sindicato filia-se a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf – Cut). Substituta da Confederação Nacional dos Bancários da CUT (CNB-CUT). O Seeb CGR esteve presente na aprovação dos estatutos dessa nova confederação, feita em Nazaré Paulista – SP. A força da nossa unidade e a permanente disposição para a luta nesses 51 anos pintaram, com cores especiais, a nossa história brilhante no movimento sindical brasileiro.

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