Ampliação do horário de atendimento gera sobrecarga para os bancários que estão na linha de frente

27 de novembro de 2020

Movimento Sindical reivindica que o atendimento contingenciado continue e que os horários de atendimentos nas agências permaneçam reduzidos até o fim da pandemia

Em meio à pandemia do coronavírus, unidades bancárias como Banco do Brasil, Itaú e Santander ampliaram os horários de atendimento até as 15h. A decisão unilateral destas instituições mostra o total desrespeito com a vida dos seus empregados, em especial neste momento, em que o país vive uma forte ameaça de segunda onda, com o aumento no número de casos pela doença.

Além disso, não existe justificativa para esta postura arbitrária dos Bancos, já que não houve nenhuma determinação do Banco Central ou da Federação dos Bancos (Febraban). Tal atitude é mais uma prova que estas instituições estão se eximindo totalmente de sua responsabilidade social e que só se preocupam com os lucros, provando mais uma vez que seus empregados são vistos apenas como números e não como pessoas.

A redução do horário de atendimento tinha a função de diminuir a exposição dos funcionários ao risco de contágio e reduzir a lotação nos transportes públicos em horários de pico. Com o novo aumento no número de casos fica evidente a necessidade de manter a redução do horário por mais algum tempo. Sem contar que, a ampliação do horário de atendimento aumentou, ainda mais, a sobrecarga sobre os funcionários que estão na linha de frente.

Atuação do Movimento Sindical

Desde o início da pandemia os representantes dos trabalhadores vêm lutando para garantir proteção a vida de todos os bancários, seja os que estão na linha de frente dentro das agências ou em teletrabalho. O contingenciamento de pessoas dentro das unidades, a redução do horário de atendimento, a exigência dos equipamentos de proteção aos trabalhadores e a aplicação dos protocolos de segurança foram frutos das negociações entre o momento sindical e a Fenaban, que logo em março criou um comitê de crise para tratar das medidas a serem tomadas pelos bancos, de acordo com a evolução da epidemia.

A situação poderia ser bem pior, se os Sindicatos não tivessem tomando a frente e conquistado em mesa estes benefícios aos trabalhadores. Além das conquistas nacionais, o Sindicato dos Bancários de Campina Grande também cobrou desde o início das autoridades públicas, como: Ministério Público do Trabalho, secretarias de saúde, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Governo do Estado prioridade no tocante a proteção a vida dos bancários.

A entidade enviou ofícios e buscou a cada um desses órgãos cobrando fiscalização, inclusão da categoria como prioritária na vacina da gripe e para os testes de Covid, auxílio no controle das filas nas portas das agências, além de conquistar que os decretos municipais no período de lockdown contemplassem também a categoria bancária, quando em outros estados a medida não foi respeitada.

A vida dos trabalhadores é responsabilidade dos Bancos. Diante de uma crise sanitária a qual o Brasil e o mundo vive é inadmissível que estas instituições insistam em fechar os olhos para o problema e sigam com sua política de cobrança metas, demissões de funcionários, piorando ainda mais o atendimento dentro das unidades, e colocando em risco a vida dos seus trabalhadores.

Na televisão, os Bancos tentam passar uma imagem de “bons moços”, quando na verdade não dão a mínima para o futuro e nem tão pouco para os atuais e graves problemas do País. 

Nossa reivindicação é que o atendimento contingenciado continue e que os horários de atendimentos permaneçam reduzidos até o final da pandemia. Os números mostram que ainda não é a hora de relaxar nos procedimentos e, principalmente, nos protocolos de segurança.

Fonte: Seeb_CGR