Caixa e governo devem agir para salvar vidas

30 de julho de 2020

A pandemia causada pelo coronavírus abalou o mundo todo. No Brasil, onde o presidente Bolsonaro trata a crise com deboche, a situação é ainda pior. Após cinco meses de pandemia, o país chega perto dos 100 mil mortos. Em média, são mil óbitos e mais de 50 mil casos confirmados por dia. Apesar de alarmantes, os números não sensibilizam o governo federal e a direção da Caixa. Pelo contrário.

A Caixa, único banco a fazer o pagamento do auxílio emergencial, tem convocado os empregados ao retorno do trabalho presencial nas centralizadoras, filiais e representações. Negligente, descumpre o Protocolo de Intenções assinado em conjunto com o movimento sindical, o MPT (Ministério Público do Trabalho) e o MPF (Ministério Público Federal). 

O Sindicato dos Bancários da Bahia, inclusive, formalizou denúncia no MPT e cobrou da empresa mudança no posicionamento. Além disso, o banco adota uma postura antissindical, nem sequer negocia com as entidades que representam os empregados, expostos diariamente nas agências. Os órgãos de saúde recomendam o distanciamento social para conter a Covid-19. Em uma unidade da Caixa é impossível. A demanda é alta todos os dias. As filas enormes comprovam. Quanto mais gente, maior o risco de contaminação. 

Diante da grave situação, a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa divulgou orientações para preservar a saúde e a vida dos trabalhadores e da população, como a obrigatoriedade do fornecimento de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) para todos os funcionários, além de divulgação de informações sobre a prevenção da Covid-19 e como agir em casos de contaminação nas unidades. 

A CEE/Caixa reforça a importância da testagem RT PCR para todos os empregados e terceirizados após 72 horas do contato com diagnosticado pela Covid-19. Nos casos suspeitos, a empresa deve adotar o protocolo de higienização e quarentena dos trabalhadores da unidade.

O banco deve ter um relatório diário de casos confirmados e suspeitos, estando disponíveis ao fiscalizador, como a Cipa. A Caixa também tem confrontado os empregados que se declararam grupo de risco com o PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional). Vale lembrar que o documento é de sigilo médico e gestores não podem ter acesso. 

Outra questão é a abertura de CAT. Todos os bancários infectados devem procurar a Caixa para a abertura da Comunicação de Acidente de Trabalho. O STF (Supremo Tribunal Federal) reconheceu que a contaminação por coronavírus se caracteriza como acidente de trabalho. O Sindicato dos Bancários da Bahia lembra que em caso de negativa por parte da empresa, o trabalhador deve procurar a entidade. 

Fonte: Bancários Bahia