Caixa quer usar GDP na Promoção por Mérito

Representação dos empregados considera critério inadequado e apresentará contraproposta na próxima reunião.

Nesta quarta-feira, 22 de maio, representantes dos empregados e da Caixa na Comissão Paritária da Promoção por Mérito retomaram as discussões acerca dos critérios para a promoção por merecimento 2019/2020. Na reunião anterior, a Caixa alegou que alguns dos dados solicitados pelos dirigentes sindicais só estariam disponíveis após a publicação do balanço do banco, que ocorreu em 29 de março.

Na reunião, a Caixa trouxe informações dos impactos da Promoção por Mérito 2018/2019 na folha salarial e uma proposta com novos critérios para a sistemática 2019/2020. Segundo os representantes do banco, os critérios foram construídos a partir de benchmarks realizados com outras empresas públicas. Na proposta, os deltas seriam distribuídos aos empregados que obtiverem o desempenho consolidado na GDP nos quadrantes “eficaz”, “superior em estilo”, “superior em resultado” e “excepcional”. No último ciclo do instrumento, os empregados que não ocupam função gratificada/cargo comissionado efetivo foram incluídos nas avaliações. 

Para o movimento sindical, a GDP não é a ferramenta adequada para Promoção por Mérito. Por isso, uma nova reunião da Comissão Paritária foi marcada para o dia 04 de junho, quando os representantes dos empregados irão levar uma proposta alternativa para a sistemática.

GDP
Atualmente, a nota da GDP já define a participação em PSI’s e descomissionamentos. Parte considerável da nota de resultados depende de um acordo individual estabelecido entre o empregado e a chefia. O resultado do instrumento, de acordo com a Caixa, é disponibilizado sempre após o fechamento do balanço do banco, o que extrapola o prazo definido para o pagamento dos deltas, que é janeiro. Além disso, por entender que se trata de instrumento de gestão, a Caixa não discute o conteúdo da GDP com a representação dos empregados.

Fonte: SEEB Curitiba