Contraf-CUT cobra contratações e respeito aos empregados

Em reunião, agendada para o dia 27, A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa cobrará da direção do banco, o fim do GDP e do descomissionamento arbitrário, mais contratações já e Saúde Caixa para Todos; Caixa 100% Pública e operação para o pagamento dos saques do FGTS.

No dia 27 de agosto será realizada mesa permanente de negociação com a Caixa. Na ocasião, representantes dos empregados levarão para o debate os temas urgentes para os trabalhadores como, por exemplo, contratação imediata de mais empregados, fim dos descomissionamento arbitrários, Saúde Caixa para todos, defesa da Caixa 100% pública, do FGTS e as novas formas de trabalho que constam no RH 226, entre outros.

“São muitos e importantíssimos os temas que vamos levar para a negociação. A defesa do Saúde Caixa para todos é uma das prioridades, uma vez que o banco tem discriminado PCDs contratados, avisando-os que não terão o plano. Na campanha de 2018, após longa e dura negociação, garantimos o Saúde Caixa para empregados da ativa e aposentados. Arrancamos ainda na redação do acordo a garantia de uma assistência à saúde para os novos contratados e isso a direção do banco não está garantindo. Pela sustentabilidade do Saúde Caixa e por uma questão até humanitária e de respeito ao acordo, queremos que os PCDs contratados e todos os novos sejam incluídos no plano”, destaca o diretor do Sindicato e coordenador da CEE/Caixa, Dionísio Reis. “Outra questão urgente é a operação para os saques do FGTS. Qual será a estrutura? O pagamento, incluindo horas-extras? O trabalho aos sábados e domingos? A Caixa tem de esclarecer diversos pontos e contratar mais empregados, além dos PCDs já anunciados”, acrescenta.

Confira abaixo a pauta, com os itens definidos até o momento, que será apresentada pelos representantes dos empregados na mesa de negociação permanente com a Caixa:
– Saúde Caixa para todos: admissão dos novos contratados na Caixa, nos termos do Acordo Coletivo de Trabalho, com direito ao Saúde Caixa; cobrança de transparência sobre os dados do plano;
– Fim da irresponsabilidade com a Caixa 100% pública; fim do pagamento da “suposta” dívida com o Tesouro, que não necessita ser paga agora e nem dessa forma, para manter o desenvolvimento do Brasil; maior responsabilidade com o desenvolvimento do país e com a rentabilidade da Caixa, cessando os planos para venda dos ativos mais rentáveis do banco;  
– FGTS: esclarecimento para população sobre o tema e números. Quantos trabalhadores estão aptos a receber e quanto vão receber? Estrutura para o pagamento, inclusive horas extras (abertura aos sábados e extensão de horários); Contratação imediata de mais empregados, além dos já anunciados PCDs, para melhorar o atendimento à população e as condições de trabalho;
– RH 226 (trabalho remoto): esclarecimento e prerrogativas do Sindicato de negociação e acesso aos bancários; cobrança para que a Caixa se responsabilize pelas despesas do trabalho, com o devido treinamento, e assegure o cumprimento das normas de segurança;
– Promoção por mérito;
– Cláusula 54 do ACT (incentivo à graduação);
– Tesoureiros: fim dos desvios de função, por mais segurança e melhores condições de trabalho;
– Integração para novos empregados;
– Fim do GDP e da violência organizacional; Retirada imediata do GDP do MO 21182 como motivo de descomissionamento;
– Problemas com o pagamento da taxa negocial e a mensalidade;
– Pagamento da PLR.

Fonte: Contraf-CUT