Controle abusivo gera constrangimento no Santander

Banco quebra regras de ergonomia. Sindicato cobra respeito aos trabalhadores

Oferecer condições dignas de trabalho para o funcionário é dever de todo empregador, além de fazer parte da Norma Regulamentadora (NR-17) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que trata sobre ergonomia é uma luta histórica e permanente do movimento sindical. Mas o Santander prefere ignorar as regras e agir de forma desrespeitosa com os seus trabalhadores.

Na última segunda-feira (31), os funcionários da agência localizada na Praça Alfredo Dantas, em Campina Grande, foram surpreendidos com a visita de uma equipe de fisioterapeutas. Conforme o Banco, os profissionais foram enviados a unidade, no intuito de instruir os bancários sobre boa postura. No entanto, o que parecia uma ‘preocupação’ com a saúde dos trabalhadores se tornou um verdadeiro constrangimento.

O Banco instalou câmeras com áudio, nas baterias de caixa e nas mesas de atendimento, quebrando o sigilo bancário, para ficar monitorando os trabalhadores. A atitude além de provocar desconforto aos bancários, tendo em vista que foram obrigados a trabalhar sob a pressão do equipamento, também trouxe incômodo para os clientes, que começaram a reclamar da exposição a que ficaram submetidos, já que os seus documentos e outras informações pessoais estavam sendo revelados.

Logo após a denúncia feita ao Sindicato, os diretores Rostand Lucena, Odivaldo Bomfim, Andrezza Leite e Leidson Neto estiveram na unidade e solicitaram que os equipamentos fossem retirados, haja vista o transtorno a qual estavam causando.

O Sindicato entende que esse tipo de controle mascara uma atitude abusiva e assediadora do Banco, que acaba levando os bancários a um nível altíssimo de estresse, adoecendo ainda mais a categoria, e coação, já que a captura das imagens pode munir o Banco com supostas provas contra os trabalhadores para justificar demissões.     

Mais uma vez, o banco espanhol segue com sua política nefasta de maximizar seus lucros às custas da exploração dos seus funcionários.

O Sindicato continuará acompanhando a situação dos trabalhadores e assegurando que seus direitos não sejam violados.

Fonte: Seeb-CGR