Governo da Paraíba se nega a dar prioridade na vacinação contra a covid-19 aos bancários

16 de julho de 2021

Sindicato já estuda ação na justiça contra a decisão

No último dia 6/07, o Ministério da Saúde anunciou a inclusão de bancários e funcionários dos correios no grupo prioritário da campanha de vacinação contra a Covid-19. A previsão era para que os profissionais de ambas as categorias fosse imunizados a partir desta semana com a chegada das novas doses e também após a emissão da nota técnica, do próprio ministério, orientando que fosse destinando 20% do total das doses das vacinas AstraZeneca aos trabalhadores.

Mesmo diante da nota técnica nesta quinta-feira (15), o governo do Estado da Paraíba segue negando a inclusão das categorias no grupo prioritário. Sendo assim, a Paraíba optou por dar continuidade ao critério da faixa etária no calendário de vacinação contra a Covid-19.

A postura do Governo do Estado é visivelmente negligente, já que de acordo com a autoridade dada pelo próprio Ministério da Saúde, estados e municípios têm autonomia para adequar o calendário de acordo com a realidade de cada localidade.

Desde o início da vacinação no país, o Sindicato juntamente com o Comando Nacional e demais entidades representativas lutam para garantir a imunização dos bancários. Além de inúmeras mobilizações através de campanhas com mídia digital, visual e sonora pelas ruas e redes, entregamos requerimentos as prefeituras, secretarias de saúde e ao governo do Estado cobrando a vacinação imediata para a categoria.

Representantes dos trabalhadores bancários se reuniram, com o próprio secretário de Saúde do Estado, Geraldo Medeiros, no último dia 8/07, reivindicando agilidade e um calendário vacinal para os trabalhadores.

É inadmissível que o Governo do Estado mantenha essa postura com trabalhadores que são essenciais desde o início da pandemia. Os bancários não pararam nem mesmo quando houve restrições. Estão atuando em ambientes de alto risco de contaminação, se arriscando todos os dias para atender a população, e além disso, estão entre as categorias com maior número de mortes por covid no Brasil.

Estamos no meio de uma disputa política, mas não vamos desistir de lutar por esse direito. O Sindicato repudia veementemente a decisão, e já estuda com sua assessoria jurídica as medidas judiciais cabíveis para que a determinação contida na nota técnica do Ministério da Saúde seja o quanto antes cumprida.

Fonte: Seeb-CGR