Bancários protestam em defesa dos planos de saúde das empresas públicas

No Dia Nacional de Luta em Defesa dos Planos de Saúde das Empresas Públicas, funcionários do Banco do Brasil, Caixa e BNB de Campina Grande, vestiram BRANCO contra os ataques ao direito à saúde dos funcionários de empresas públicas representados pelas resoluções 22 e 23 da CGPAR.

Diretores do Sindicato percorreram as unidades da cidade debatendo com os trabalhadores sobre os prejuízos causados pelas resoluções.

As resoluções 22 e 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR), publicadas no Diário Oficial da União em janeiro, poderão obrigar os trabalhadores das empresas públicas a pagar muito mais pelos planos de saúde, além de terem seus pais excluídos da cobertura dos convênios.

RESOLUÇÕES

A resolução 23 da CGPAR determina prazo de 48 meses contado a partir de janeiro para que todos migrem para um sistema paritário de contribuição aos planos de saúde, sendo 50% para as empresas e 50% para os funcionários. Atualmente a média é de 75% para as estatais e de 25% para seus empregados. Além disso, limita a lista de dependentes aos cônjuges e filhos, proibindo a inclusão dos pais e outros, e veda a criação de novos planos administrados pelo RH das empresas.

A resolução 22 da CGPAR proíbe que os planos de autogestão, como a Cassi (dos funcionários do BB), tenham em suas diretorias ou conselhos representantes ligados a organizações sindicais, enfraquecendo, dessa forma, a defesa dos interesses dos trabalhadores.

Saúde Caixa ameaçada: todos de branco

Dionísio Reis, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) orienta os bancários a usarem branco no dia do protesto. “A resolução 23 da CGPAR onera o usuário do Saúde Caixa, exclui aposentados, impõe períodos de carência e cobrança de franquias, acaba com a cobrança de mensalidade única por família, traz novas restrições para a inclusão de dependentes, veta a oferta do plano em novos concursos e proíbe a entrada de novos empregados, entre outros prejuízos. Ou seja, praticamente decreta uma sentença de morte para o Saúde Caixa e demais planos de empresas federais”, denuncia.

BB: resolução ameaça existência da Cassi

Para João Fukunaga secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato e bancário do Banco do Brasil, as resoluções da CGPAR pretendem jogar a conta dos planos nas costas dos trabalhadores a fim de livrar as patrocinadoras (empresas pública) de maiores ônus. “As resoluções 22 e 23 representam ameaças gravíssimas contra a própria existência da Cassi, por meio do teto de gastos do banco e o impedindo do ingresso de novos associados. Além disso, futuros aposentados não estarão mais cobertos pelos planos, o que atinge diretamente uma grande parte dos bancários que contribuíram a vida toda para a Cassi, e terão seus direitos negados quando mais precisarem de cobertura médica”, critica Fukunaga.

CAMED também pretende implementar mudanças no custeio

A Camed, plano de saúde dos funcionários do Banco do Nordeste, também já pretende implementar mudanças no custeio, apesar da resolução da CGPAR estipular prazo de até 48 meses.  O Banco do Nordeste estipulou o reajuste de 1,5% para 2,5% da remuneração bruta de cada associado. Contrários à proposta, os funcionários querem abrir a discussão para construção de um projeto amplo de gestão da Camed com participação dos associados na Direção Executiva da Caixa de Assistência.

Fonte: Seeb_CGR com SP Bancários/ Seeb_PE