Santander demite bancário em Campina Grande

7 de julho de 2020

Indiferente à pandemia e ao desemprego, banco não admite que descumpriu com a palavra e trata as demissões como ajustes naturais em busca da competitividade

O Santander continua colocando o lucro acima de tudo e desrespeitando seus funcionários. A onda de demissões promovidas pela empresa no país durante a pandemia segue a todo vapor. Em Campina Grande, o banco espanhol demitiu, na última sexta-feira (3), um bancário com 12 anos de carreira.

O Santander tem reiteradamente descumprindo o compromisso firmado com o Comando Nacional dos Bancários, de que não demitiria na pandemia. No balanço trimestral, o banco firmou em documento oficial, que respeitaria a crise do novo coronavírus e protegeria os empregos.

Contudo, a realidade é bem diferente. Já são cerca de 430 bancários e bancárias desligados de suas funções em todo o país. E o que o RH do banco argumenta é que as demissões “são apenas ajustes que estão sendo pautados na performance”.

Diante da violação de direitos, sindicatos de todo o Brasil vêm denunciando a postura desumana e irresponsável do banco, através das redes sociais com a hashtag #SantanderRespeiteoBrasil. A campanha ganhou força internacional, com o apoio da Uni Global Union (sindicato que representa 20 milhões de trabalhadores em 150 países). 

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O não cumprimento de metas tem sido a justificativa para as demissões. Argumentos que não se sustentam, quando olhamos para o lucro do Santander, que foi de R$ 3,85 bilhões só nos três primeiros meses deste ano. Sem contar, que só o Brasil contribui com 29% do seu lucro mundial.

O Santander passa uma imagem de empresa responsável socialmente, mas que na verdade não é. Prova disto é sua falta de palavra, firmada inclusive, em documento oficial, divulgada para o mundo e para os seus acionistas, de que ira preservar empregos.   

#SantanderRespeiteoBrasil

#RespeiteSeusFuncionários

#ChegaDeDemissões

Fonte: Seeb_CGR