Sindicalistas se reúnem com superintendente regional do BB e debatem sobre retorno ao trabalho presencial

3 de dezembro de 2021

Fonte: Sintrafi-PB

Os Sindicatos de Campina Grande e Região e da Paraíba se reuniram na última terça-feira (30), em João Pessoa, com o novo Superintendente Regional do Banco do Brasil, Paulo Marinho, para dar as boas-vindas e ao novo superintendente e debater sobre a apreensão do funcionalismo do BB no estado com o retorno ao trabalho presencial.

Paulo Marinho que já trabalhou em diversas agências aqui no Estado retorna agora como regional. Ele foi recebido na sede do Sintrafi-PB pelos diretores, Lindonjhonson Almeida (presidente), Magali Pontes, Paulo César e Paulo Henrique mais os representantes do Sintrafi/CGR, Esdras Luciano (presidente) e Odivaldo Bonfim (secretário geral) que repassaram as demandas da categoria na Paraíba, com destaque para a apreensão dos funcionários do grupo de risco que foram convocados para o trabalho presencial.

Nas últimas semanas e, de forma unilateral, sem nenhuma negociação com os sindicatos, o Banco começou a convocar os funcionários do grupo de risco, com exceção das gestantes, para o retorno ao trabalho presencial.

Os dirigentes externaram sua preocupação com a vida das pessoas. Haja vista que, para além da argumentação em relação ao atendimento, o que está em jogo é a vida dos trabalhadores. Diante do surgimento de novas variantes, e uma nova onda de casos já ascendente em alguns países da Europa, quem irá resguardar a vida desses trabalhadores?

Os Sindicatos questionaram ao representante do Banco, de quem seria a responsabilidade caso algum desses bancários do grupo de risco vierem a ser acometidos pelo vírus e ir óbito?

Outra questão também apontada na reunião foi a necessidade de se manter um canal de diálogo aberto e periódico entre a superintendência e os sindicatos para resolução das demandas e da importância de se ter um bom clima organizacional nas unidades.

Agências Interior

Também foi cobrado do banco mais atenção as unidades do interior que ficam fora do eixo Campina Grande e João Pessoa. As unidades têm sofrido com quadros reduzidos de pessoal, gerando falta de condições de trabalho e sobrecarga.

Na base de Campina Grande, a agência localizada no município de Areia, é um exemplo desse problema.

A unidade passou a sofrer com o reflexo da restruturação do Banco, após o fechamento da agência de Alagoa Grande, localizada a 17,8 km do município.

Com o fim das atividades em Alagoa Grande toda a demanda passou a ir para Areia, sobrecarregando os bancários da unidade, que sofrem com a falta de funcionários.

Ocorre que, com o fim das atividades no banco em Alagoa Grande, os funcionários foram direcionados para outros municípios como o de Alagoa Nova, no entanto, toda a demanda da de atendimento de Alagoa Grande acabou indo para unidade de Areia, que fica no meio da rota entre as duas cidades, mas que em contrapartida não recebeu funcionários.

Diante a situação, o Sindicato se reuniu com a Superintendência Comercial em Campina Grande, para expor a situação calamitosa que se encontra a agência de Areia e pedir sua intervenção junto ao banco para resolver o problema.  

Em junho, o banco reconheceu o equívoco e redirecionou as vagas que haviam sido criadas para Alagoa Nova, ampliando a dotação da agência de Areia, que ganhou duas novas vagas, só que os funcionários interessados em ocupá-las não conseguem concorrer.

Na época achávamos que o problema estava resolvido, mas até agora o quadro de funcionário segue reduzido em Areia e os trabalhadores estão muito sobrecarregados.

O Sindicato não entende o porquê de o Banco não agilizar a questão já que existem bancários dispostos a ir trabalhar na unidade.

No final da reunião, Paulo Marinho se comprometeu a resgatar o tema e conversar com a regional de CG para buscar uma solução para Areia.

Os Sindicatos de Campina e João Pessoa continuarão acompanhando a situação das unidades e cobrado melhorias para os trabalhadores de suas bases.

Fonte: Seeb_CGR