Sindicato solicita do governo da PB a suspensão do atendimento presencial nas agências bancárias para combater a proliferação do Coronavírus

19 de março de 2020

Diante da superlotação nas agências bancárias do Estado e da insistência das instituições financeiras em manter o atendimento ao público normalmente, contrariando as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) para evitar aglomerações durante a pandemia do novo coronavírus, o Sindicato de Campina Grande e Região junto com o Sindicato dos Bancários da Paraíba e da Central Única dos Trabalhadores (CUT-PB) protocolaram nesta quinta-feira (19), ofício para o Governo do Estado solicitando a suspensão do atendimento do atendimento bancário ao público.

Desde o início da semana, o Sindicato está percorrendo as agências dialogando com os gestores das unidades afim de buscar alternativas para evitar agrupamentos de pessoas nos bancos. Sendo uma preocupação maior, a aproximação do pagamento dos aposentados, que tem início a partir do próximo dia 25/03 e vai até o 5º dia último do próximo mês.

Até agora, somente a Caixa Econômica adotou, a partir desta quarta-feira (18), medidas de contingenciamento ao atendimento.

Preocupados com a saúde dos trabalhadores e também da população, em especial, aposentados (grupo de risco). O Sindicato além de fazer apelo aos Bancos, imprensa, Secretaria Municipal de Saúde, agora recorre ao Governo da Paraíba, em mais uma tentativa de que alguma providência seja tomada.  

“Queremos que os bancos adotem medidas padrão. Não adianta uma instituição recorrer ao contingenciamento e outras não. O risco está em todas as unidades não apenas em uma”, destacou Esdras Luciano.  

Foram feitos apelos aos Bancos, notificações a imprensa, encaminhamentos de ofícios para a Secretaria Municipal de Saúde. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado, até ontem (18/03), a Paraíba havia registrado 1 caso confirmado, 80 em investigação e 97 notificados. Em Campina Grande são 9 casos suspeitos.

“Chega a ser um crime o risco e exposição a que a população, bancários e consequentemente seus familiares estão sendo submetidos. Os bancos só visam dinheiro e nada fazem para proteger seus funcionários e clientes”, enfatizou Esdras Luciano, presidente do Sindicato.  

Fonte: Seeb_CGR