Sindicato denunciar demissões nos bancos privados

19 de novembro de 2020

Foto: Pedro Oliveira

Em mais um Dia Nacional de Luta contra as demissões no Bradesco, o Sindicato usou carro de som, nesta quinta-feira (19), para denunciar a população, a quebra de compromisso do banco de não demitir durante a pandemia. A atividade faz parte da campanha organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e sindicatos dos bancários de todo o país, que não irão parar até que as demissões sejam encerradas.

O carro circulou pelas principais agências de Campina Grande alertando a população campinense sobre os prejuízos dos desligamentos e as consequências para clientes e usuários desta instituição.

Só o Bradesco já demitiu mais de 2.000 trabalhadores este ano, no mesmo período em que obteve Lucro Líquido Recorrente de R$ 12,657 bilhões nos primeiros nove meses de 2020. Além das demissões, na base do Sindicato, o banco já fechou uma agência e vai transformar outras três em unidades de negócios. As mudanças implicam em vulnerabilidade no tocante a segurança nos locais de trabalho e preocupa os representantes dos trabalhadores.

Além do Bradesco, o Santander e o Itaú também estão entre os campeões de demissões. Os três maiores bancos privados do país lucraram juntos R$ 35,7 bilhões, rendimento que nenhum setor da economia registrou na pandemia.  Em contrapartida, este ano, juntos, já demitiram 12 mil bancários e bancários, pais e mães de família, que ficaram sem emprego em meio a uma crise econômica e sanitária.

Os clientes destas instituições também sofrem com as demissões. Pois a falta de funcionários acaba aumentando as horas na fila em busca de atendimentos. Outra problema que reflete na sociedade é que, enquanto os funcionários estão sendo eliminados, os bancos estão apostando nas agências e nos serviços digitais, quando sabemos que a metade da população brasileira ainda não tem acesso à internet, fato que precariza ainda mais a atendimento para estas pessoas.

A sociedade precisa urgentemente cobrar dos bancos sua responsabilidade social. Como é possível demitir em plena pandemia, com milhares de famílias tendo perdido seus entes queridos? Os banqueiros milionários retribuem seus lucros demitindo funcionários e todos acabam padecendo.

#BancosParemDeDemitir

#QuemLucraNãoDemite

Fonte: Seeb-CGR