Assédio eleitoral vai custar caro às empresas
29/10/2026
A mensagem é clara: o voto é livre e o emprego não pode ser usado como instrumento de perseguição política

O recado está dado: empresários que embarcarem no revanchismo político incentivado por parlamentares da extrema direita e influenciadores, promovendo boicotes, ameaças e perseguições contra trabalhadores que votaram na reeleição do presidente Lula, vão sofrer consequências. O governo federal e instituições como o MPT (Ministério Público do Trabalho) e o TST (Tribunal Superior do Trabalho) anunciaram, na quarta-feira (28/10), medidas para combater este tipo de prática.
Uma força-tarefa foi criada para investigar denúncias, responsabilizar os envolvidos e dar visibilidade às empresas que cometem ilegalidades. Entre as iniciativas em estudo está a criação de uma “lista suja” de empregadores que praticam assédio eleitoral.
O governo também estuda restringir o acesso dessas empresas ao crédito público. A proposta prevê que o Banco Central informe ao sistema financeiro os empregadores que violarem o direito à livre escolha política. A mensagem é clara: o voto é livre e o emprego não pode ser usado como instrumento de perseguição política. Quem desrespeitar esse direito poderá enfrentar sanções.