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Bancários do BB e da Caixa rejeitam propostas e deflagram greve a partir de 10 de setembro
05/09/2026
Os funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal rejeitaram as propostas apresentadas pelas instituições para a renovação dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) e aprovaram a deflagração de greve a partir do dia 10 de setembro.

A decisão foi tomada nas assembleias realizadas entre os dias 3 e 4 de setembro, que avaliaram o resultado das negociações e os impactos das propostas apresentadas pelos bancos sobre os direitos, salários, benefícios e condições de trabalho da categoria.
Caixa: Saúde Caixa é principal ponto de rejeição
Entre os empregados da Caixa, um dos principais motivos para a rejeição está relacionado à proposta para o Saúde Caixa.
Para os trabalhadores, a proposta apresentada pela empresa, caso seja implementada nos termos colocados à mesa de negociação, poderá comprometer a sustentabilidade econômica do plano para os empregados da ativa e, de forma ainda mais preocupante, para aposentados e pensionistas.
A defesa do Saúde Caixa é uma das principais reivindicações dos empregados, que cobram um modelo de custeio que preserve o caráter solidário do plano e garanta o acesso à assistência à saúde sem impor um peso financeiro insustentável aos trabalhadores.
A avaliação é de que não basta garantir formalmente a existência do plano: é necessário assegurar condições econômicas que permitam sua manutenção e utilização pelos empregados e seus dependentes, hoje e no futuro.
Banco do Brasil: propostas são consideradas insuficientes
No Banco do Brasil, os funcionários também avaliaram que o conjunto das propostas apresentadas pela empresa permanece insuficiente diante das reivindicações da categoria. Os colegas do BB querem valorização e respeito, sentimos que a algum tempo eles não sentem da parte da empresa.
Um dos pontos de maior preocupação está relacionado à Cassi, plano de saúde dos funcionários do BB. Para os trabalhadores, o aporte oferecido pelo banco não representa uma solução concreta e estrutural para o custeio da entidade, permanecendo sem resposta adequada os desafios relacionados à sustentabilidade do plano e à garantia de atendimento aos funcionários, aposentados e seus dependentes.
A avaliação dos empregados é de que a negociação precisa avançar para construir uma solução efetiva para o financiamento da Cassi, preservando o modelo de assistência à saúde e garantindo sua sustentabilidade no longo prazo.
Mobilização será fundamental
Com a rejeição das propostas e a aprovação da greve, a categoria bancária demonstra que está disposta a ampliar a mobilização para pressionar os bancos a apresentarem propostas capazes de atender às reivindicações dos trabalhadores.
A partir de agora, a orientação é de fortalecimento da organização e da mobilização nos locais de trabalho, com participação dos funcionários nas atividades convocadas pelo Sindicato.
A greve, que terá início no dia 10 de setembro, é resultado da insatisfação dos trabalhadores com propostas consideradas insuficientes e representa um instrumento legítimo de pressão para garantir avanços nas negociações.
O Sindicato reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos dos funcionários do Banco do Brasil e da Caixa e seguirá mobilizado para que as negociações avancem e sejam construídos acordos que assegurem direitos, condições dignas de trabalho e a sustentabilidade dos planos de saúde da categoria.
A luta continua. Nenhum direito a menos!
Fonte: Sintraf/CGR