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Caixa: Promoção por Mérito é conquista e precisa ser paga em janeiro

29/07/2026

Progressão acrescenta, em média, 2,31% à remuneração dos empregados elegíveis; CEE/Caixa cobra regras transparentes, ampliação das formas de pontuação e valorização da carreira

A Promoção por Mérito da Caixa Econômica Federal é resultado da organização das empregadas e empregados e da negociação permanente conduzida pelo movimento sindical. Por meio dos chamados deltas (referências que representam avanços na estrutura salarial), o programa complementa a remuneração e contribui para a valorização profissional do quadro de pessoal.

A concessão de um delta representa um acréscimo médio de 2,31% no salário-base dos empregados elegíveis. Em 2025, a distribuição linear de um delta, conquistada pela representação dos trabalhadores, levou aproximadamente R$ 360 milhões para a remuneração do pessoal da Caixa e para a economia do país.

“A Promoção por Mérito não é uma concessão da direção do banco. É uma conquista construída pela mobilização e pela negociação coletiva. Estamos falando de uma progressão que passa a compor a remuneração mensal e faz diferença concreta na vida das empregadas e empregados”, ressaltou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Luiza Hansen.

Pagamento precisa ser feito em janeiro

Apesar da importância da promoção para a composição da remuneração, os deltas referentes ao ano-base 2025 foram pagos somente em abril de 2026. A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa cobra que o banco conclua todo o processo de apuração em tempo hábil para que o pagamento seja realizado na folha de janeiro do ano seguinte.

Para a coordenadora da CEE/Caixa, o atraso reduz o efeito econômico da progressão e prejudica empregados que já cumpriram os critérios estabelecidos. “Quem cumpriu as exigências e conquistou o direito à progressão não pode esperar até abril para receber. Quando o pagamento é feito em janeiro, o empregado tem os 12 salários do ano calculados com a nova referência. A Caixa possui estrutura e condições para organizar o processo com antecedência e assegurar o crédito no prazo correto”, afirmou.

A efetivação do pagamento em janeiro já havia sido conquistada para o delta referente ao ano-base 2024. Naquele ciclo, a negociação entre a CEE e o banco garantiu a distribuição linear de um delta aos elegíveis e o crédito ainda no primeiro mês do ano. O atraso ocorrido em 2026 reforça, para a representação sindical, a necessidade de incluir um prazo obrigatório no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Critérios claros e acessíveis

A Minuta de Reivindicações dos Empregados da Caixa da Campanha Nacional dos Bancários 2026 propõe transformar a Promoção por Mérito em uma sistemática anual e permanente, referente sempre ao ano-base imediatamente anterior. “É preciso consolidar no ACT aquilo que foi construído pela luta sindical. A promoção não pode depender, a cada ano, de decisões administrativas ou de justificativas operacionais. Queremos uma regra permanente, negociada e com pagamento obrigatório em janeiro”, destacou o representante da Contraf-CUT na mesa de negociações com a Caixa, Lívio Santos e Assis.

A CEE/Caixa defende que todos os critérios para a obtenção dos deltas sejam objetivos, públicos, divulgados com antecedência e construídos na mesa de negociação. O objetivo é impedir que falhas operacionais, limitações dos sistemas ou regras pouco claras excluam empregados que tenham cumprido as atividades previstas.

A vacinação contra a gripe integrou em 2024 e 2025 as ações de qualidade de vida que podem ser consideradas na Promoção por Mérito, mas a Caixa restringia o reconhecimento aos registros vinculados à campanha promovida pelo próprio banco. Uma das reivindicações é a aceitação dos comprovantes de vacinação emitidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e por clínicas particulares.

Novas perspectivas de carreira

Para a CEE, o debate não pode se limitar aos critérios anuais. A Promoção por Mérito precisa estar integrada à construção de um novo Plano de Cargos e Salários (PCS) e de um novo Plano de Funções Gratificadas (PFG).

Na última reunião de negociações específicas com a Caixa da Campanha Nacional dos Bancários 2026, a CEE reivindicou a construção com a participação dos empregados de um novo PFG e um novo PCS.

Também é reivindicada a abertura de novo prazo para a migração dos empregados vinculados ao PCS de 1998 para a Estrutura Salarial Unificada (ESU), com enquadramento compatível e acesso aos deltas e demais mecanismos de progressão.

“Há colegas que chegaram ao teto e não têm mais perspectiva de avançar por delta. Isso mostra que a Promoção por Mérito precisa fazer parte de uma política mais ampla de valorização e desenvolvimento profissional. A Caixa precisa construir um novo PCS e um novo PFG com participação efetiva dos trabalhadores”, concluiu Lívio.

Fonte: Contraf-CUT

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