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Demissão “humanizada” no Itaú é crueldade

03/03/2023

O Itaú, que lucrou mais de R$ 30 bilhões em 2022, inventa mais uma medida para prejudicar os funcionários. Desta vez, o banco vai implementar a modalidade de demissão “humanizada” em áreas que passarão por reestruturação

O Itaú inovou mais uma vez, para pior, ao inventar uma nova forma de demitir os trabalhadores que constroem seu lucro - que em 2022 ultrapassou R$ 30 bilhões, crescimento de 14,5% em doze meses - a demissão "humanizada". 

A demissão "humanizada" trata-se de um aviso ao trabalhador de que ele será demitido dali um tempo. O banco defende que esta é uma forma do bancário não ser pego de surpresa com a demissão e ter tempo para buscar a realocação. 

A dirigente do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região e bancária do Itaú, Elaine Machado, esclarece que essa modalidade de demissão será implementada pelo banco em áreas que passarão por reestruturação, extinção de cargo ou impossibilidade de continuar exercendo a função. Para a dirigente, o Itaú desvirtua completamente o conceito de humanização com a medida. 

Um exemplo desta prática, levada ao extremo, é uma área que será encerrada pelo Itaú por conta de uma automação bancária. Temos denúncias de que, mesmo com prazo estabelecido até 3 de abril para os bancários se realocarem, alguns trabalhadores já estão sendo avisados que serão demitidos na data limite para realocação, inclusive com orientação para que estas pessoas batam o ponto normalmente, mas não trabalhem, uma vez que serão desligados.   

Um absurdo inaceitável, que pode levar ao aumento do adoecimento mental e físico dos trabalhadores. Por isto mesmo, o movimento sindical cobra que o Itaú assuma o compromisso de realocar os bancários na própria empresa. 

Fonte: Seeb-SP

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