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Eu quero + agências: campanha em defesa do emprego bancário e atendimento digno
21/07/2026
Campanha”Eu Quero Mais Agências” surge como resposta ao acelerado processo de fechamento de agências promovido pelos bancos nos últimos anos
A campanha surge como resposta ao acelerado processo de fechamento de agências promovido pelos bancos nos últimos anos. Os números evidenciam a dimensão do problema. Mais de 1.600 agências foram fechadas no país. Atualmente, 2.649 municípios brasileiros não contam com nenhuma unidade bancária, enquanto a rede física nacional encolheu mais de 36% na última década, passando de 22 mil para 14 mil agências.
Para o presidente do Sindicato, Esdras Luciano, a campanha representa um novo passo na luta histórica do movimento sindical contra a exclusão financeira e o abandono de municípios pelos grandes bancos.
"Essa campanha nasceu pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo e vem ganhando força em várias estados porque esse problema não está restrito a uma cidade ou região. Ele afeta todo o país. Os bancos operam concessões públicas, administram recursos da população e exercem uma função social. Não podem agir apenas pela lógica do lucro, ignorando os impactos que suas decisões causam na vida das pessoas”, afirmou.
O fechamento das agências vem produzindo um processo silencioso de exclusão que atinge especialmente as populações mais vulneráveis.
Os bancos tentam vender a ideia de que tudo pode ser resolvido por aplicativo, mas a realidade é muito diferente. Estamos vendo cidades inteiras perderem atendimento bancário, pessoas sendo obrigadas a percorrer longas distâncias para resolver questões simples e trabalhadores enfrentando filas cada vez maiores nas unidades que permanecem abertas. É um problema grave que afeta a economia local, compromete o acesso a serviços essenciais e amplia desigualdades.
Apesar do avanço da digitalização, pesquisas indicam que a maioria dos clientes ainda prefere o atendimento presencial para serviços mais complexos, como financiamentos, investimentos e planejamento financeiro.
“Ninguém é contra a tecnologia. O problema é quando ela passa a ser utilizada como justificativa para excluir pessoas e cortar empregos. A digitalização está dominando o setor financeiro, mas milhões de brasileiros ainda não têm acesso adequado à internet, aos equipamentos ou ao conhecimento necessário para utilizar essas ferramentas. Existe uma parcela enorme da população que continua dependendo do atendimento presencial”, afirma Esdras Luciano.
Ele destaca ainda que as mulheres estão entre as mais impactadas por esse processo. “Quando os bancos fecham agências, eliminam também postos de trabalho que historicamente foram ocupados por mulheres. Além disso, muitas clientes enfrentam maiores dificuldades de acesso aos serviços financeiros, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade. Falar de inclusão digital sem considerar essas desigualdades é ignorar a realidade de quem mais precisa do atendimento bancário”, disse.
Com o slogan de que o fechamento de agências não representa modernização, mas exclusão, a campanha pretende ampliar o debate público sobre o papel social dos bancos e mobilizar a sociedade para pressionar instituições financeiras e autoridades públicas através um abaixo-assinado.
> Assine o abaixo assinado por + agências aqui
Fonte: Sintrafi/CGR