HSBC precisará de US$ 30 bilhões para cobrir efeitos da crise, afirma Morgan Stanley

14/01/2009 - Por Bancários CGR

Em relatório divulgado na última terça-feira (13), a equipe de analistas do Morgan Stanley afirmou que o lucro do HSBC deverá cair forte em 2009, podendo se recuperar apenas em 2011. Segundo os especialistas, o banco inglês irá precisar de US$ 30 bilhões para conseguir superar as perdas.

Além do corte nas projeções, que ajudou a derrubar as ações em 5,8% em Londres, o novo cenário prevê ainda a redução em 50% no pagamento de dividendos, que devem ter yield de 9,1% em 2008 de acordo com as estimativas do grupo. Será a primeira vez que o HSBC precisará de capital desde o agravamento da crise, sugeriu a nota.

Um dos primeiros a detectar problemas nas hipotecas norte-americanas, o gigante britânico previu em 2006 que a má qualidade dos empréstimos estava aumentando a chance do sistema entrar em colapso, podendo levar muitas instituições financeiras à falência. Mesmo assim, o banco não se livrou da crise, chegando a perder US$ 33 bilhões segundo estimativas da Bloomberg.

Queda nos lucros

Mantendo a recomendação underweight (abaixo da média) para as ações do HSBC, os analistas do Morgan Stanley reduziram em US$ 0,17 a previsão de lucro por ação de 2008, deixando-a em US$ 0,90. Para os números de 2009, as estimativas de ganhos unitários ficam próximas a US$ 0,55, bem abaixo dos US$ 0,94 anteriores.

Embora tenha evitado os ativos contaminados, analistas da corretora asiária CLSA afirmam que o HSBC deverá comentar a respeito do assunto, pois há evidências de que 75% dos seus empréstimos ainda estejam concentrados nos EUA e Reino Unido, países bastante afetados pela crise. O porta-voz do HSBC em Hong Kong, porém, se recusou a se pronunciar.

 

Fonte: Seeb Porto Alegre e Região

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