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Paralisação de 24 horas mobiliza bancários em Campina Grande e reforça cobrança por valorização
20/08/2026
Categoria cruzou os braços nesta quinta-feira (20) e deu mais uma demonstração de unidade e mobilização na Campanha Nacional dos Bancários 2026

Bancários e bancárias de Campina Grande realizaram, nesta quinta-feira (20), uma paralisação de 24 horas, reforçando a mobilização da categoria por valorização, emprego, melhores condições de trabalho e avanços efetivos nas negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2026.
Desde as primeiras horas da manhã, o Sindicato dos Bancários de Campina Grande e Região esteve presente nas agências, acompanhando a mobilização e levando à população informações sobre os motivos que levaram os trabalhadores a cruzarem os braços.
A paralisação foi uma resposta à insatisfação da categoria com a postura dos bancos nas mesas de negociação. Mesmo diante dos altos lucros registrados pelo setor financeiro, os trabalhadores seguem cobrando uma proposta que reconheça quem está por trás desses resultados e contemple as reivindicações apresentadas pela categoria.
Para o presidente do Sindicato, Esdras Luciano, a mobilização desta quinta-feira deixou um recado claro aos bancos.
“A paralisação mostrou a força e a unidade dos bancários. Os bancos precisam entender o recado: quem faz o sistema financeiro funcionar e contribui diariamente para esses resultados merece respeito e valorização. A categoria mostrou que está mobilizada e espera avanços concretos na mesa de negociação e uma proposta que atenda às nossas reivindicações”, afirma Esdras.
Lucros crescem, empregos e atendimento diminuem
Ao longo da mobilização, o Sindicato também chamou a atenção para problemas que vão além das reivindicações econômicas e atingem diretamente trabalhadores e população.
Nos bancos privados, a categoria denuncia demissões, fechamento de agências, redução de postos de trabalho, sobrecarga e pressão por metas, em contraste com os elevados resultados apresentados pelas instituições financeiras.
No Banco do Brasil, a redução da presença de caixas e as mudanças no modelo de atendimento estão entre as preocupações dos funcionários. Na Caixa e no Banco do Nordeste, os trabalhadores reforçam que a valorização dos empregados também é fundamental para fortalecer o papel social dos bancos públicos e garantir atendimento de qualidade à população.
A redução de agências e postos de trabalho afeta especialmente quem ainda depende do atendimento presencial, como idosos e pessoas com dificuldade de acesso ou utilização dos canais digitais.
Apoio do movimento sindical
A mobilização dos bancários também recebeu o apoio de representantes do movimento sindical, que estiveram presentes durante a paralisação e reforçaram a importância da unidade dos trabalhadores na defesa de direitos, empregos e condições dignas de trabalho.
O apoio fortaleceu o caráter coletivo da mobilização e mostrou que a luta dos bancários contra a precarização do trabalho e pela manutenção de direitos também se conecta às pautas enfrentadas por outras categorias.
Um dia de mobilização e um recado aos bancos
Ao final das 24 horas de paralisação, o Sindicato avalia que a mobilização cumpriu um papel importante ao demonstrar a disposição dos bancários de intensificar a luta diante da falta de avanços nas negociações.
Durante todo o dia, a categoria mostrou unidade e chamou a atenção da sociedade para uma contradição cada vez mais evidente: enquanto os bancos acumulam resultados bilionários, trabalhadores enfrentam redução de postos de trabalho, fechamento de agências, sobrecarga e pressão por metas.
A expectativa agora é que os bancos compreendam o recado dado pela categoria e avancem nas negociações.
A paralisação terminou, mas a mobilização continua. Os bancários seguem unidos e atentos aos próximos passos da Campanha Nacional.
Veja como foi a mobilização @bancarioscgr
Fonte: Sintrafi/CGR