
Os bancos em atividade no Brasil começaram de divulgar os resultados de 2025 e os números, bem robustos, não surpreendem. O Santander, primeiro a anunciar, registrou lucro líquido gerencial de R$ 15,6 bilhões, crescimento de 12,6% ante 2024.
Enquanto a alta cúpula do banco espanhol comemora, os funcionários seguem maltratados. Bem o retrato do ultraliberalismo. Uns com bilhões e milhares com pouco, adoecidos e com medo de perder o emprego. Os dados mostram. Ano passado o Santander encerrou 6.176 postos de trabalho, fechando 2025 com 49.661 empregados.
O número agências também caiu. Cerca de 750 foram tiveram as atividades encerradas. Agora a empresa tem 1.685 unidades e pontos de atendimento em funcionamento em todo o país. Já a carteira de correntistas segue em crescimento, com 72,8 milhões em 2025.
O contraste entre lucros bilionários, fechamento de unidades, sobrecarga de trabalho e piora no atendimento presencial reforça as críticas feitas por sindicatos e entidades de defesa do consumidor. A estratégia de priorizar rentabilidade e corte de custos aumenta o distanciamento entre o banco e a sociedade, especialmente em regiões onde o acesso a serviços bancários depende das agências físicas.
